• José Guilherme Leite

COMÉRCIO EXTERIOR: ANO 2020

Atualizado: Mai 21

Estamos se aproximando da metado do ano, mas a sensação é que ele parou na primeira quinzena de Março, quando sentimos os primeiros efeitos econômicos do Covid-19 no Comércio Exterior.


No mundo do comércio exterior brasileiro os primeiros impactos foram no aumento abrupto da taxa cambial, principalmente do dólar, e nas interrupções de diversos serviços aéreos de passageiros de e para o Brasil. Naturalmente, instaurou-se um caos para importar mercadorias no modal aéreo. Tarifas até 4x mais caras e ofertas de voos bastante limitadas.


Importadores começaram a reavaliar seus planos de importação, seja pelo fato da alta do dólar ou pela limitação e alta do custo do embarque aéreo. Do outro lado, os agentes de carga e despachantes aduaneiros, tentaram (e continuam) de todas as formas buscar soluções que oferecessem um melhor custo-benefício para os seus clientes, pelo menos foi assim no Grupo Nicomex.


E não foram somente crises passamos a viver. Diante do isolamento social e a dificuldade de se fazer presente fisicamente nos terminais alfandegados, no porto e aeroporto, nas delegacias da Receita Federal Brasileira, nos escritórios dos armadores e cias aéreas, diversas soluções digitais foram rapidamente apresentadas para eliminar as antigas exigências. Tais exigências podem ser resumidas em apresentar documentos originais e impressos. E naturalmente, as soluções foram migrar tais exigências para entregas digitais de tais documentos. Resultado: todos felizes e satisfeitos. Mais agilidade e eficiência operacional.


Finalizo este post com a esperança de que estas evoluções do comércio exterior sejam mantidas após o termino desta pandemia, e claro, que os danos sociais, econômicos e humanitários, sejam o menor possível.